sexta-feira, 9 de julho de 2010

É uma daquelas coisas que você aprende na frente do espelho, olhando fundo em olhos desconhecidos. uma das coisas que você aprende quando está num labirinto e precisa escolher por onde começar. ou quando você não espera que tudo vá desabar em menos de segundos, e desaba. não faz diferença os 'acasos', você tem que chegar ao fim. hoje, amanhã, depois, tanto faz. mas não dá pra parar e esperar que o fim venha até você, justamente porque ele vem. todos aqueles rasgos vão acabar ficando pra trás e as cicatrizes, não vão te fazer sentir dor alguma, isso arde tanto. eu só queria continuar sofrendo, pra ter a certeza de que há vida. continuar lamentando, me enfurecendo, me culpando, queria saber enxergar os olhos de alguém, não apenas íris, pupila, lágrima. é uma daquelas coisas que você aprende quando a dor te ensina a não sentir mais, uma das coisas que você descobre quando diz adeus e o eco responde. outro dia, quem sabe, eu possa voltar e dizer o quanto tudo foi encantado, contar que também já sonhei e que minhas ilusões foram reais, outro dia. e eu queria tanto depender de você. mas agora eu não estou mais lá, foi tão tarde, e eu já não compreendo tantas coisas. eu queria acreditar em você, mas me explique, como é que você diz 'eu te amo '? (me deixa sozinha um tempo).

quinta-feira, 8 de julho de 2010

E lá estava ela há acreditar no amor, seus olhos brilhavam como grandiosos raios solares, seu coração mais parecia um vulcão em erupção, aquele frio na barriga, e todas aquelas cenas de romances que se passaram em sua cabeça, todos esses sintomas, parecem ter sido em vão, seu amor ficou fragmentado, sem a outra metade! Daí o gelo, o baque, a dor da angústia, e a falta de crê no amor e nas pessoas, é como se não existisse a outra, a outra metade do amor, ou talvez ela ainda estará por vim, se vai demorar ou não, isso ninguém sabe (..)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O momento passou e nada foi feito. Um dia os fatos resolvem te encarar. É como as gotas dizendo à nuvem que é hora de chover. Um dia você compactua, no outro você ouve falar, observa, ou acredita, no próximo torna-se vitima e percebe a seriedade das coisas. Não necessariamente nessa ordem. As tentativas de me entender quase sempre são frustradas. As frases feitas, as dúvidas comuns, a venda do livro antes da história ter sido escrita. E, de uma hora pra outra, tudo parece muito óbvio, muito previsivel, pouco surpreendente. Não tenho como intuito produzir lágrimas ou risos, não busco impedi-los também. Não sei apontar erros ou acertos, mesmo assim faço. Não sei amar ou odiar pela metade, mas tento não me entregar inteiramente a nenhum dos dois. Não sei esquecer completamente e nem lembrar eternamente, as coisas simplismente surgem e somem da minha mente, sem comandos. Não sei acreditar em tudo, mas não sei desconfiar completamente. Não busco finais de contos de fadas, mas ninguém está obrigado a viver na realidade. Não acredito em qualidades ou defeitos, acho que tudo depende do ponto de vista. O grande problema em entender as pessoas, de modo geral, é a incansável busca pelas entrelinhas. Quando não há nada escrito, fantasiam. Quando há muito escrito, se chateiam. O problema é que hoje em dia ninguém mais busca a perfeição em ninguém. Estão todos encarando tudo pensando nas imperfeições, chegam logo preparados para os problemas, para os erros, para os defeitos. Ninguém é bom o tempo todo, ninguém é ruim durante todo o tempo. A complexidade das coisas normalmente está na simplicidade delas. Eu lamento!

sábado, 3 de julho de 2010

Não tenho humildade ao ponto de pedir desculpa pelos meus erros comigo mesma, mas eu reconheço e sei que isso não é o suficiente. Eu queria ter estado mais lá, ter aprendido melhor a me proteger das bombas que me atingiriam sem fazer barulho ou poeira, sem deixar marcas. Eu queria ter escolhido melhor o que dizer naquele momento, esses dias, eu queria isso também e queria conseguir escolher melhor o que vou dizer daqui a pouco, amanhã, depois. Queria ter dado 'bom dia' para o estranho que vi na rua e que eu percebi nos olhos que tudo que ele precisava era ter um dia bom. Eu queria diminuir esse meu desejo de querer sempre ouvir as coisas certas, nas horas certas. Quando eu cheguei em casa com os olhos tremendo devido a tentativa de segurar as lágrimas, eu deveria ter feito eles pararem de tremer e deixado elas caírem. E queria ter me dado conta da vida e de seu significado um pouco antes. Eu queria não ter tido certas conversas, nem ter tomado certas decisões. E queria ter sido menos franca e publicado com menor prepotencia certas idéias e opiniões. Queria não ter deixado de lado brincadeiras importantes e não ter escolhido ficar até tarde na cama enquanto poderia estar colocando em prática todas as idéias tidas na noite anterior. Queria ter dormido e acordado mais cedo, ter preservado mais meu organismo, ter sido menos cruel com a casca de minha alma. Queria ter desabafado mais e exposto menos. Gostaria de ter ouvido mais os conselhos de quem sempre se preocupou comigo, gostaria de ter me preocupado mais com algumas pessoas, ou melhor, demonstrado essa preocupação. Queria muito conhecer histórias além das minhas, coisas que ultrapassassem os limites do fútil, coisas que me mostrassem a quantidade de humanos me cercam. Gostaria de ter sido mais humana em algumas situações, de ser mais segura e mais inconsequente. Queria entender que não há futuro, que o presente não pode ser contado e que todos os segundos de nossa vida tornam-se passado o mais rápido do que podemos imaginar. Queria ter sido mais corajosa e ter olhado o mundo além do meu nariz, ter saído do meu casulo, ter notado que há muitos no mundo além de mim e que esses muitos também possuem necessidades, angústias e histórias, por mais miseráveis que pareçam. Gostaria de ter usado meu senso critico e minha capacidade mental para coisas um pouco mais úteis, ter escondido menos meus sorrisos e ter sido menos carcereira de mim mesma. Queria ter enxergado antes a falta de fronteiras no mundo. E é o que dizem, a felicidade é uma eterna construção. As vezes você precisa repensar, unir forças, desenclausurar-se, recomeçar quantas vezes forem necessárias.

sábado, 26 de junho de 2010

- Senti vontade de correr por aí, sentir um pouco da brisa noturna, do frio que faz nas madrugadas, senti vontade de correr sem dar satisfação, até porque na madrugada as ruas da cidade ficam calmas e olhares que derrubam são extintos. Então, respirei, pensei, repensei, fui impulsionada por uma forte onda de coragem, e corri, me entreguei àquele vento gelado de uma linda madrugada de verão, avistei uma estrela conversando com a lua, vi uma coruja enamorado a outra, corria como corre um louco apaixonado desesperado para não deixar a moçinha embarcar no próximo voo. Cheguei a um lugar - nem sabia que espécie de lugar era aquele, certifiquei-me que ninguém ali me reconheceria, ganhei uma bala de chocolate de uma moça, e depois corri novamente. Ora, será que corri todas aquelas léguas, só para ganhar uma bala de uma desconhecida (?), talvez tenha sido porque eu precisava mesmo desse desvaneio, mas o que gostei mesmo foi do diálogo entre a lua e a estrela, era de uma confiança admiradora, como as minhas conversas com a minha estrela. E aquilo me fez rir, me fez querer correr outras vezes, mas, dessa vez para um lugar menos estranho, e mais seguro. Uma certeza eu tinha, se eu me perdesse pelo caminho, a estrela me guiaria, como ela sempre faz ... e depois de tudo isso, certamente, eu acordei.

domingo, 6 de junho de 2010

Ainda me dizem que amor é uma coisa boa... as vezes é dificl acreditar, quando suas experiências lhe dizem o contrário. amo muito você e sei que nao posso mudar nada, mas fazer com que você saiba ja me faz me sentir menos culpada, talvez mais impotente, mas mostra que eu nao desisti de você (quando amamos, não desistimos), de te ver feliz, nao precisa ser comigo, mas que seja onde meus olhos possam alcançar. Por mais que eu sofra, eu amo você, e eu ja entendi que nao adianta lutar contra isso, so me basta conviver. alguns sonhos, há quem diga que é normal sonhar com algo em que pensamos muito. é tão bom estar com você ao menos nos meus momentos sonhados, não gosto muito de acordar e ver que foi mais um dia que não existiu, mas é bom sentir você por perto de novo, por mais que isso me machuque no final das contas. quem gosta demais de alguém sabe exatamente do que estou falando. não fico triste quando me lembro de você, o que me leva a crer que estou conseguindo viver com essa falta, apesar de querer por perto, é claro que não significa que não preciso e nem quero nao estar por perto, sinto sua falta e hoje eu acordei com sintomas de saudade.. ja quis te odiar, mas não deu certo, tanta coisa acontece e você pisa em mim, e o pior é que tenho consciência disto mas não sei evitar, e isso me machuca. cansei de sofrer por tudo isso, mas parece que todo esse cansaço ainda é infinitamente menor do que o que passa na minha cabeça e o que sinto no coração. me entristeço em momentos como estes, quando resolvo desabafar, que forma mais medíocre de falar algo, que coisa mais banal de se fazer. mas infelizmente cada um usa dos pontos de escape que lhe estão disponíveis. e essa é a única forma de dizer pra todo mundo que eu amo muito você, mesmo que isso não faça a mínima diferença hoje, e talvez nunca faça (o que é muito provável).

sexta-feira, 4 de junho de 2010

vou desafabar hoje de um jeito que não costumo desafabar ultimamente..
eu queria tanto você quando você queria tudo e todas. eu queria o seu abraço, enquanto você esquentava outras. eu queria ser a sua namorada, enquanto eu era sua mera ficante. eu queria a sua atenção, enquanto você queria apenas chamar à atenção de todos. eu queria você do meu lado, quando você preferia tudo, ao estar comigo. eu queria parar de chorar por você, enquanto você adorava me ter como seu brinquedinho. eu queria ter outra pessoa, enquanto você não saía da minha cabeça. eu queria ouvir um "eu te amo", enquanto você falava "me deixa livre". eu queria estar bem. e hoje, eu quero que você se foda, que se arrependa e que sofra muiito. e to muito bem assim, to muito feliz. enquanto você? não se conforma que tá sozinho, não se contenta com a solidão. e no fundo eu sei que tá sofrendo, que quer voltar atrás.. mas não tenho mais tempo pra perder com você. vou seguir em frente amor. eu quis ser tudo pra você. enquanto hoje, você não é nada!